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Financiamento de cirurgias plásticas já está proibido |
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Parcelamento de cirurgia Plástica é proibido |
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12-Mar-2008 |
 Em resolução, CFM proíbe médicos de se relacionarem com intermediadoras financeiras. Empresas do país inteiro querem se unir para entrar na Justiça contra a medida.
G1 - A febre da popularização da cirurgia plástica está prestes a sofrer um baque. O Conselho Federal de Medicina (CFM) editou uma resolução que proíbe médicos de se associarem a intermediadoras que parcelam o pagamento no crediário. A medida deve ser publicada em Diário Oficial na próxima semana, e a punição vai de advertência confidencial a cassação do registro profissional.
Espalhadas por todo o país, as intermediadoras se reúnem na tarde desta quarta-feira (12), em São Paulo, para discutir a criação de uma associação e as medidas jurídicas a serem tomadas em resposta à medida do CFM. Já são cerca de cem empresas deste tipo em atuação no mercado
"Esse mercado competitivo na área médica fez com que empresas que visam o lucro intermediassem o trabalho, intervindo na relação médico-paciente. Muitas vezes o médico só vai ver o paciente na hora de operar. A resolução proíbe que os médicos se associem, sejam credenciados e indicados por essas empresas. Não para proteger médico, mas o paciente", afirma o vice-presidente do Conselho, Roberto Luiz d'Ávila.
"Isso é folclore. Nenhum médico vai ser louco de conhecer o paciente na sala de cirurgia. Mas ele não pode perguntar ao paciente se ele está entrando no cheque especial. As pessoas se escondem atrás do manto, que chamam ética, para resguardar mercado e elitizar um procedimento", rebate Arnaldo Korn, diretor do Centro Nacional de Cirurgia Plástica.
Só o Centro realiza, por mês, cerca de 500 cirurgias nas 13 unidades do Brasil inteiro. A maior parte de pacientes é das classes B e C. Punição Segundo o CFM, médicos dos conselhos de todos os estados se reuniram para editar a resolução a partir de problemas levados por pacientes aos conselhos regionais. Ao todo, são cinco as punições previstas: advertência confidencial, censura confidencial, censura pública (com publicação em jornal), suspensão por 30 dias e cassação.
De acordo com Korn, no entanto, nem todo procedimento entre o paciente e a intermediadora precisa ser com um médico credenciado. "O cliente pode ir primeiro num médico que queira e depois nos procurar para e pegar empréstimo", explica ele. A opção, aliás, deve ser uma das soluções caso o impasse continue mesmo com recurso na Justiça.
"Se eu parcelar em quatro ou cinco vezes, as sociedades de cirurgia plástica consideram ético, mas, se for em 36, me transformam num demônio. A população gosta do serviço e não quer isso. Por isso, vamos estudar uma interpelação judicial. Somos relatados como bandidos nessa resolução", reclama Korn.
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Implante de silicone: procedimentos cada vez mais eficientes e seguros |
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12-Mar-2008 |
Paraná Online - Diminuir a gordura, aumentar os seios e deixar o rosto sem rugas, por exemplo, significa mais do que mudar a estética e, sim, melhorar a auto-estima das pessoas. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica comprovam que o Brasil é o segundo país em procedimentos de cirurgias plásticas no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. "Proporcionalmente, por termos uma população menor, podemos dizer que o nosso País é o primeiro do ranking neste quesito", afirma Lincoln Graça Neto, doutor em cirurgia plástica pelo estudo da contratura capsular em próteses mamárias de silicone.
O especialista conta que, há alguns anos, as próteses de silicone causavam grande preocupação pelo risco de rejeição que ofereciam aos pacientes. Atualmente, de acordo com o médico, o índice de rejeição não chega a 2%. "As próteses utilizadas causam menos reações imunológicas, já que no implante com próteses texturizadas, por exemplo, o gel é altamente coesivo para não se espalhar pelo corpo em caso de ruptura", explica Graça Neto. Existem três formatos de próteses mamárias, anatômico, perfil alto (a mais procurada pelas pacientes) e o formato mais recente, chamado super alto ou cônico.
A prótese de silicone, segundo Graça Neto, vem se popularizando devido às novas técnicas - que diminuem os riscos de morte e o tempo de recuperação - e também às facilidades no preço. "A cirurgia está mais acessível em função dos valores e das maiores opções de pagamento. Além disso, a população está bem mais segura em relação aos procedimentos", diz.
As cirurgias para fins reparadores buscam fazer com que a pessoa volte à vida normal na sociedade, já as cirurgias de implante de silicone são predominantemente realizadas para melhorar a estética. Para o cirurgião, a banalização da cirurgia plástica na mídia faz com que as pessoas não pensem nos riscos que correm e nas medidas mínimas necessárias de segurança (exames pré-operatórios, avaliação anestésica e procura de um profissional qualificado são alguns exemplos). A busca de uma satisfação com o corpo imediata é o que move e faz com que muitas pessoas não pensem que toda cirurgia oferece um risco para a vida.
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